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Líder

Há tanta doçura quanta amargura na experiência de liderar. Se por um lado é gratificante contribuir para o crescimento do próximo, diminuí-lo é uma tremenda ingratidão.
O cristianismo é um exercício constante de liderança que se baseia no amor e na compaixão e que é praticado pelo exemplo e não fica apenas na teoria. Como cristãos todos somos líderes. Muito além de títulos ou cargos, a liderança de fato acontece quando outras pessoas escolhem voluntariamente por ouvir, considerar e seguir com mais atenção quem se destaca pelo que é e não pelo que diz.
O que a gente faz fala muito mais do que só falar. — Retórica (Fruto Sagrado)
Estender a mão, ouvir com interesse verdadeiro as necessidades do próximo, colocar-se no lugar do outro e ser o primeiro a oferecer ajuda mais que características de um líder, são características de um cristão. Abraçar o cristianismo é renunciar aos próprios interesses e assumir um compromisso de ajuda ao próximo com o único objetivo de ensiná-lo a também abrir mão de si para dedicar-se aos outros conforme o exemplo e as palavras de Jesus Cristo. Um líder cristão forma líderes cristãos.
Ser nomeado líder muitas vezes tem pouco ou nada a ver com liderança. Não são poucas as vezes em que vemos pessoas evitando os lideres nomeados e buscando apoio no próximo, justamente por ele ser próximo. Ser líder não é ser diferenciado, não é diminuir ninguém, antes é diminuir a si mesmo para que o outro cresça! Isto que foi o que disse Jesus.
Não sou a pessoa mais indicada a apontar o dedo pra ninguém. Aliás, quem de nós seria? Já tive oportunidades de carregar o título de líder e confesso que não foram poucos os meus erros que, por falta de maturidade ou por pura incapacidade, são a minha própria coleção de momentos dos quais não me orgulho. Impor a própria vontade, buscar interesses próprios e ignorar o próximo não é nada bonito, mas é o que muito líder faz, ou já fez. É triste, mas, existem líderes que vivem em um mundo paralelo acreditando que possuem algum direito que os tornam melhores que os outros, não têm interesse em ouvir os outros e por isso tornam-se seus próprios deuses, soberanos e inquestionáveis, pouco interessados em servir, mas prontos para serem servidos.
Se quisermos evitar a amargura da liderança, não podemos remendar o véu do templo com os retalhos da conveniência de textos bíblicos isolados e enganar a nós mesmos ao defender que Deus se revela de modo especial para nós, enquanto se revela de forma incompleta para os outros. Isto seria ignorar que depois da cruz o véu do templo foi rasgado para que o acesso a Deus passe a ser mediado apenas por Jesus, além de fingir não saber que Deus se revela completamente a todos que o buscam. Esta é uma liderança trágica, cujo fim é tristeza, solidão e morte tanto para nós quanto para os outros.
Mas Deus quer que tenhamos vida abundante e alegre, Ele quer que sintamos a doçura que existe em uma experiência de liderança que, independente de ser nomeada, se esforça em manter os olhares voltados para o maior líder que já existiu: Jesus que era tão próximo aos discípulos que foi preciso um beijo para mostrar aos soldados foram prendê-lo quem Ele era.

Veja esta mensagem do Pastor Abe Huber da Igreja da Paz: Todo Mundo Sendo Bem Discipulado. Lembrei disso!
Júnior,
Ouvi a mensagem e ela me lembrou um outro texto publicado aqui: Insensível.
Em Cristo.
Boa mensagem.
My recent post Continuem em oração pelo Pr. Muendane
Obrigado.
Maravilhoso texto mais uma vez lhe parabenizo meu irmão, abraço.
Obrigado. Soli Deo Gloria!