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A caverna é um refúgio que não serve para pessoas perfeitas.
Para Deus pessoas são mais importantes que qualquer templo que possa ser construído assim como a comunhão sincera entre pessoas está acima de qualquer sistema religioso organizado.
Vocês me procurarão e me acharão quando me procurarem de todo o coração. — Jeremias 29:13
O Emanuel [Mateus 1:23] se revela a nós quando O buscamos e nós O revelamos quando nos relacionamos uns com os outros, mesmo em momentos de dificuldade, quando nos escondemos como quem busca o refúgio de uma caverna.
Davi fugiu da cidade de Gate e foi para a caverna de Adulão. Quando seus irmãos e a família de seu pai souberam disso, foram até lá para encontrá-lo. Também juntaram-se a ele todos os que estavam em dificuldades, os endividados e os descontentes; e ele se tornou o líder deles. Havia cerca de quatrocentos homens com ele. — 1 Samuel 22:1-2
O futuro Rei Davi perseguido e jurado de morte por Saul, um rei perdido, ciumento e maldoso, se escondeu numa caverna. Sua atitude atraiu muitos homens que, aparentemente, jamais poderiam ajuda-lo. Todos estavam na mesma situação, o futuro rei e seus súditos dividiam o mesmo espaço, enfrentavam os mesmos problemas, estavam cansados de sua situação. Naquela caverna havia igualdade, ninguém era melhor que ninguém, ninguém estava em situação melhor que ninguém, ao contrário, todos estavam cansados e sobrecarregados, todos ali precisavam de alívio [Mateus 11:28] e refúgio.
Naquela caverna estava o modelo da Igreja que Cristo atraiu para si, pessoas imperfeitas, sem mérito algum, completamente dependentes da misericórdia de Deus, lá acontecia um ensaio do que viria a ser a Igreja do primeiro século, uma sombra do que devem ser as Igrejas de hoje: pessoas cuidando de pessoas e manifestando a misericórdia de Deus por amor, pois foi assim que triunfaram Davi e seus amigos, foi assim que triunfou a igreja primitiva e é assim que a igreja contemporânea triunfará, mesmo que esteja dentro de uma caverna.

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