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Não é preciso mais que um texto bíblico para refletir a respeito do evangelho dos evangélicos e como este não tem sido o Evangelho de Cristo.
Sobre essa “teologia da prosperidade” que produz, em ritmo industrial, líderes religiosos que quanto maior a crise mais ostentam riqueza e luxo construídos com o suor do trabalho e as lágrimas de gente privada do conhecimento da graça de Deus.
Sobre essa multiplicação de apóstolos, patriarcas, profetas, ungidos e demais títulos autodeclarados de governo religioso que separa alguns homens como deuses dignos de culto, serviço e honra enquanto infantiliza toda uma geração de crentes e a divide entre os paralisados pelo medo, os dominados pela culpa e os embriagados pela ganância, dependentes e manipuláveis num jogo de crenças vazias de fé em Deus.
Sobre essa competição exibicionista de catedrais, tabernáculos, santuários e demais nomes de construções suntuosas que seduzem pelo tamanho, conforto e beleza momentânea enquanto alimentam os egos de seus donos e desviam a atenção dos fiéis para um outro evangelho, maldito, no qual quantidade está acima de qualidade, entretenimento está acima de arrependimento, contribuição é barganha e os sacrifícios humanos de tempo e dinheiro são exigidos à exaustão, fazendo de Cristo insuficiente.
Sobre esses e outros males que têm dominado e determinado o contexto em que estão as crenças e as práticas religiosas guiadas pelos que dizem possuir autoridade sobre a definição última da fé cristã, considere apenas um texto:
“Eu odeio e desprezo as suas festas religiosas; não suporto as suas assembleias solenes. Mesmo que vocês me tragam holocaustos e ofertas de cereal, isso não me agradará. Mesmo que me tragam as melhores ofertas de comunhão, não darei a menor atenção a elas. Afastem de mim o som das suas canções e a música das suas liras. Em vez disso, corra a retidão como um rio, a justiça como um ribeiro perene!”
– Аmós 5:21-24 (NVI)
Quantos tiveram, têm ou terão coragem de meditar sobre este texto, estudá-lo com honestidade e pregá-lo como verdade custe o que custar?
Quem está disposto à abrir mão da terra seca para mergulhar no rio da justiça e retidão que desemboca numa cachoeira de evangelho?

Muito bom, conseguiu trazer uma reflexão baseada na bíblia de tudo que temos visto que descaracteriza o verdadeiro evangelho.
Amém.
Soli Deo Gloria!
🙂