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A tal entrevista bombástica da ex-primeira dama ao Fantástico não revelou nada que já não tivesse sido denunciado antes. Já o que parece ter chamado a atenção de muita gente foi a tal “jesuscidência”.
O número de evangélicos está crescendo (tratarei deste assunto em breve), e se até a Suzane Richthofen é considerada pastora, não dá pra estranhar a imagem da Rosane ex-Collor com a Bíblia na mão, cantando e contando seu testemunho.
Infelizmente já não surpreende mais ver o quanto a fé evangélica tem se baseado em superstições, o quanto se assemelha ao misticismo medieval e como está entregue sincretismo com o credo afrodescendente. A Graça do Evangelho de Cristo que salva, liberta e muda vidas já não basta [2 Coríntios 12:9] para alguns.
Parece que na dificuldade de aceitar a simplicidade do Evangelho de Cristo cada um cria um evangelho próprio limitado por costumes puramente humanos, conceitos sem qualquer fundamento teológico, palavras vazias e rituais estranhos [Coríntios 11:3]. Tudo na melhor das intenções de parecer um cristão.
Sobram manifestações da carne, como reclamar que uma pensão de R$18.000,00 é pouco porque uma amiga recebe quase R$40.000,00 e faltam frutos do espírito [Galátas 5:22] ao tentar fazer justiça por si mesmo [Romanos 12:19].
É tanta superstição que é bem possível vermos organizações religiosas (não dá pra chamar de igrejas) vendendo bonecos de vudu gospel para atender aos muitos que se dizem cristãos mas, como a ex-primeira dama disse, acreditam que ao “desejar o mal para alguém, acontece”, isto é, aquele pessoal da “oração contrária”.
Precisamos zelar pelo Evangelho puro e simples [Tito 2:11-15], caso contrário nos tornaremos meros supersticiosos e qualquer semelhança com os não-cristãos não será mera “jesuscidência”.

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