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Cristãos sinceros tendem a ser verdadeiros guardiões do Evangelho de Cristo que ao perceberem alguma distorção ou equívoco na interpretação ou na prática do evangelho dificilmente escolhem a neutralidade.
Com o Apóstolo Paulo não era diferente. Paulo orientou o jovem pastor da igreja de Éfeso, Timóteo, quanto a importância de atentar para a doutrina [Timóteo 4:16] e listou o cuidado pela mensagem fiel e a defesa contra aos que se opõe a ela como requisitos necessários aos presbíteros que o também jovem pastor de Creta, Tito, deveria selecionar [Tito 1:9].
Praticar a defesa racional da fé, ou apologética, atentando para a doutrina, apegando-se à mensagem fiel e refutando os que se opõe a ela nunca foi uma tarefa fácil e tem se tornado ainda mais difícil na atualidade, principalmente pelo surgimento constante de outros evangelhos nos quais poucos “poderosos” se aproveitam da ignorância, do medo, da culpa e da ganância de muitas pessoas “miseráveis” que, [nem sempre] enganadas, são levadas por todo vento de doutrinas [Efésios 4:14] sem questionar se há nelas qualquer fundamento bíblico.
Há exceções, claro; são aqueles que não conseguem manter-se neutros diante destas distorções da sã doutrina que se vê no evangelho do Deus bendito [1 Timóteo 1:11] e levantam-se, movidos pela vontade de resgatar a verdade e salvar os mais distraídos destes falsos evangelhos e seus falsos profetas. São aqueles que “dão a cara a tapas” que muitas vezes machucam, mas que podem ajudar – e muito – no amadurecimento da fé.
Parafraseando o Apóstolo Paulo, quando compreendemos que somos justificados pela fé, temos paz com Deus por meio de Jesus Cristo que nos dá acesso, pela fé, à graça de Deus na qual devemos permanecer firmes, na esperança da glória de Deus. Assim, cada “tapa” produz perseverança; a perseverança, um caráter aprovado; e o caráter aprovado, esperança. E a esperança não nos decepciona porque Deus derramou seu amor em nossos corações, por meio do Espírito Santo que Ele nos concedeu! [Romanos 3:1-5].
Quando isto ocorre, não há outra opção senão oferecer a outra face [Mateus 5:39], aprender a lidar com algumas cicatrizes por causa de Jesus [Gálatas 6:17] e desenvolver a consciência de que nesta luta [Colossenses 2:1.2], que não é contra pessoas [Efésios 6:12], não há garantias de que não seremos atingidos, inclusive, pelo “fogo amigo” que acontece quando alguém, também envolvido na defesa da fé, posiciona-se sem refletir, apressa-se em falar e em irar-se, afastando-se da justiça de Deus [Tiago 1:19,20] sem considerar que quem concede arrependimento e leva ao conhecimento da verdade é Deus [2 Timóteo 2:25,26].
No fim, prevalece a orientação de que devemos examinar tudo [1 Tessalonicenses 5:21] conforme a “régua” com a qual todo argumento deve ser medido, Cristo, pois “Nele estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento […] para que ninguém [se] engane com argumentos aparentemente convincentes” [Colossenses 2:3,4].

PAZ !!
MUITO BOM E EDIFICANTE O SEU TEXTO.
EM CRISTO,
MARIO
My recent post A singularidade indisputável de Jesus
Obrigado! 🙂
Embora um pouco atrasado no comentario… mas… "Fogo Amigo"
Mais atrasada ainda, esta minha resposta. 🙂