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Não há na Natureza, seja entre os animais, plantas ou o que for, nada que seja exatamente igual. Deus soberanamente fez cada coisa única. A diversidade flui do poder criativo de Deus.
A humanidade não é exceção. Assim, como toda a criação, os seres humanos também são diferentes uns dos outros e as suas diferenças não se limitam a aparência, embora muitos se tornem muito parecidos quando se organizam em torno de algo comum, cada um é exclusivo.
Este mesmo princípio se aplica aos cristãos que, independente da época e contextos sócio-culturais, sempre são reconhecidos por serem diferentes dos demais e por isso tornam-se alvos de respeito ou rejeição, admiração ou perseguição, mas nunca de indiferença. Geralmente, os cristãos destacam-se no meio em que vivem não por “parecerem” diferentes, mas por “serem” diferentes. É uma questão que vai além da aparência.
Basicamente, cristãos tornam-se “diferentes” ao serem regenerados pelo novo nascimento [João 3:3] que os transforma em novas criaturas [2 Coríntios 5:17] intimamente unidas [Efésios 4:1-6]. Mas, apesar desta união íntima, ser cristão não é ser uniforme. A diversidade [1 Coríntios 12:4-11] é uma manifestação da multiforme Graça de Deus [1 Pedro 4:10].
Cada cristão é uma expressão única da obra exclusiva e individual de Deus. Para C. S. Lewis esta relação de Deus com cada ser humano é tão profunda quanto exclusiva:
Ele pode dar atenção infinita a cada um de nós. Nunca teve de nos tratar como a uma massa. Você está sozinho na companhia dele como se fosse o único ser que ele tivesse criado. Quando Cristo foi crucificado, ele morreu por você, individualmente, como se você fosse o único homem da Terra. — C.S. Lewis
O cristianismo não se baseia em um deus que atua em linha de produção, que trata a todos da mesma maneira sem considerar as particularidades de cada um. O trabalho de Deus é artesanal. Não é em vão que a Bíblia nos apresenta Deus em várias ocasiões como o oleiro que molda individualmente cada um de nós como quem molda um vaso no barro [Isaías 64:8].
Por mais que estejamos acostumados com toda a tecnologia que nos cerca e com todo o conforto de nossos smartphones, tablets, controles remotos e fornos de microondas precisamos lembrar que o trabalho de Deus é uma obra de arte exclusiva, feita à mão, que demanda tempo – algumas vezes mais do que gostaríamos – mas, que será concluída [Filipenses 1:6], conforme a vontade dEle.

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