set

A Graça não é uma exclusividade dos cristãos. Ela é completa para os cristãos, mas, há uma parte dela que atinge toda a humanidade manifestando a misericórdia e a bondade de Deus para com todos.
Sabemos que a Graça de Deus é o único motivo pelo qual Jesus cumpriu a sentença de Morte que era destinada a toda humanidade por causa do Pecado [Romanos 6:23] dando a todos a uma nova oportunidade para a vida [Romanos 5:17,18]. Este é um dos aspectos mais belos da Graça, Deus permite que todos desfrutem dela, mesmo quem não tem nenhum compromisso com Ele a recebe, gratuitamente.
Não se pode afirmar que há tipos diferentes de Graça, mas que além de seu propósito salvador, ou Graça salvadora, há uma extensão da graça que alcança toda a humanidade [Atos 14:17], sem exceção, a Graça comum.
Graça comum é a graça de Deus pela qual Ele dá às pessoas bênçãos inumeráveis que não são parte da salvação. A palavra comum aqui significa algo que é dado a todos os homens e não é restrito aos crentes ou aos eleitos somente. — Wayne Grudem
É impossível não considerar toda a extensão da graça quando estamos “arraigados e alicerçados em amor” [Efésios 3:17], pois podemos “compreender a largura, o comprimento, a altura e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo que excede todo conhecimento” [Efésios 3:18-19].
Ora se “Deus amou o mundo de tal maneira” [João 3:16 – grifo do autor] permitindo que Cristo se sacrificasse por pecadores [Romanos 5:8], porque insistimos em classificar como mal todas as coisas que não são produzidas por cristãos?
É fato que o ser humano jamais poderia produzir algo bom de si mesmo, mas pela graça comum que é concedida por Deus, pode produzir beleza, conhecimento e boas obras. Mesmo que não seja um cristão. Pois, tudo que o homem produz de bom, toda boa virtude, nada mais é que o reflexo da imagem e semelhança de quem o criou.
Pois dele, por ele e para ele são todas as coisas. A ele seja a glória para sempre! Amém. — Romanos 11:36
É óbvio que necessitamos de filtros para identificar a manifestação da Graça comum, para isso precisamos que nosso amor aumente em conhecimento e em toda a percepção para discernirmos o que é bom, cheios do fruto da justiça [Filipenses 1:9-11] e não simplesmente condenar tudo que é considerado não-cristão.
Condenar toda boa obra, ciência, cultura, artes, poesia e música, pelo simples fato de não ter sido produzida por cristãos, é ignorar a graça comum e deixar de dar glória a Deus pela sua soberania que se manifesta em toda a criação.
Mais que isto, a graça comum também demonstra a bondade, a misericórdia e a justiça ao manifestar a existência de Deus entre os que ainda não creram. É para os que ainda não creram uma marca inegável de seu criador e para os cristãos um lembrete constante da vontade de Deus que “ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento” [2 Pedro 3:9,10].
Quando conhecemos a Deus e temos nossos pensamentos cativos e obedientes a Cristo [2 Coríntios 10:5] podemos, com bom-senso, ler livros, assistir filmes ou ouvir músicas que nos ajudarão a entender o quanto a humanidade reflete de Deus e ao mesmo tempo clama por Ele.
Por fim, apesar sua importância no plano de Deus para a regeneração da humanidade a graça comum não é garantia de salvação, mas uma ponte entre os que ainda não creram e a Igreja que estabelece pontos de contato para que os cristãos possam transportar a Graça Salvadora ao mundo.

Vemos hoje uma “contextualização” cheia de aberrações e heresias trazidas para dentro da igreja e a Graça Comum permanece desconhecida por muitos que consideram todo tipo de arte do “mundo” como coisa do capeta.
A música é uma delas, é considerada destrutiva e do diabo por ser do “mundo”. Mas, se analisarmos algumas músicas do “mundo” podemos encontrar a Graça Comum, letras muito fortes e pasmem “edificantes”, músicas com algo que dificilmente poderia vir do homem por si só se não fosse a Graça do Deus Todo Poderoso.
Mas, boa mesmo é a música “evangélica” dos dias de hoje, músicas que tiram toda Soberania de Deus e exaltam os homens. Fora a quantidade de heresias e a superficialidade. Não posso me esquecer do cenário “gospel” onde o nome de Deus é usado só para ganhar dinheiro.
Então, prefiro ir a um show de um cantor ou banda do “mundo” que tenha músicas que dizem algo que possa edificar, do que ir para um show “gospel” que tem até área VIP, área que deve ser destinada para aqueles que possuem uma “unção especial”.
Isso aí. Se um cristão ouve música "do mundo" está errado, mas um cantor gospel pode cantar suas músicas "pro mundo" que o cachê recebido muda tudo! 🙂
Hoje as coisas estão um pouco confusas, na intenção algumas bandas e cantores “gospel” são bem piores que certas bandas e cantores considerados “do mundo”. Aliás, isso se reflete também nas atitudes.
Resumindo, é bom que cada um reflita sobre suas atitudes, a Bíblia está para nos orientar em muitas coisas e é por ela que devemos ser influenciados e não o mundo de uma maneira geral nos influenciar.
Amém!
Não há base bíblica para isso. Se você precisa citar pensadores, frases de pregadores para defender uma questão, então estamos iguais aos católicos ou mórmons.
Nadijane, obrigado pelo seu comentário. Espero que eu possa esclarecer um pouco sobre seu questionamento.
Até onde sei, não há na Bíblia qualquer definição clara ou referência direta referente ao termo Trindade. Particularmente desconheço tal base bíblica, mas, nem por isso acho coerente desconsiderar este conceito teológico já que o mesmo está profundamente fundamentado no contexto da revelação bíblica da natureza de Deus.
Chamo a atenção para o fato de que este texto não pretende lançar-se como um fundamento inquestionável, mas como um exercício de reflexão no qual foi utilizada 1 citação do teólogo Wayne Grudem junto a 11 referências bíblicas que podemos utilizar como base para pensar mais profundamente sobre o conceito da Graça Comum.
Espero ter ajudado, caso contrário, pode questionar. 🙂