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Para Jesus é indiferente a que grupo pertencemos, quais modelos seguimos ou o que realizamos desde que Ele seja o único alvo da nossa fé.
A vida moderna nos torna seres competitivos, nos faz adversários uns dos outros, nos obriga a seguir padrões que não apenas garantem nossa sobrevivência, mas promete nos levar ao sucesso. Vivemos nossas vidas como se fosse um tipo de esporte coletivo no qual socialmente pertencemos a grupos antes de existirmos como indivíduos e cujo objetivo é vencer sempre, não importa o quê, nem quem.
Aquele que não tem o estilo deste grupo está fora, se não corresponde aos padrões daquele outro grupo é descartado, não serve! Por grupo não podemos entender um conjunto de indivíduos buscando algum bem comum, mas um amontoado de gente que pratica o “cada um por si”, buscando ser maior e mais importante que seu próximo, não raras vezes o usando como trampolim.
Mas, e na igreja? Na nossa prática religiosa, valem estas regras? Quando alguém não corresponde ao padrão de certo grupo, de determinado projeto ou visão, está fora? É um adversário?
Certa vez, os discípulos encontraram alguém que não andava com eles, que não comia na mesma mesa que eles e que sequer tinha um relacionamento tão próximo a Jesus quanto eles, mas curiosamente se atrevia a usar o nome de Jesus:
Disse João: “Mestre, vimos um homem expulsando demônios em teu nome e procuramos impedi-lo, porque ele não era um dos nossos.” — Lucas 9:49 (grifo do autor)
Pouco antes de João dizer isto para Jesus, os discípulos tinham entrado em uma discussão acerca de quem seria o maior entre eles [Marcos 9:33,34 | Lucas 9:46], revelando uma necessidade puramente humana de estabelecer autoridade e graus de importância entre eles e deles em relação aos outros que não andavam com Jesus.
A palavra de Jesus quanto à discussão dos discípulos foi a de que todos eram iguais entre si e que assim como acontece com as crianças, eles não teriam autoridade maior do que seu Pai no cuidado de uns com os outros. Enfim, eles não tinham nada de especial a não ser a consciência de que eram meros representantes de Deus por meio do Filho e por isso deveriam ser os menores e não os maiores, os últimos e não os primeiros e deveriam servir em vez de serem servidos [Marcos 9:35 | Lucas 9:48].
Parece que a resposta não foi muito bem compreendida ou aceita. Percebe-se isto, quando João menciona aquele homem que “não era um deles” como se estivesse defendendo que embora entre os discípulos não houvesse diferença de autoridade e importância, sendo mensageiros de Deus deveriam ter alguma vantagem ou privilégio, pelo menos, sobre os que não eram discípulos como eles.
Vale prestar atenção ao modo como João se refere aquele que “não era um deles” mostrando que os discípulos, mesmo andando com Jesus, podiam agir da mesma maneira que os Escribas agiram contra Jesus [Marcos 3:22] no início de Seu ministério, tornando em adversário quem deveria ser um aliado. Mas, a resposta de Jesus chama a atenção:
“Não o impeçam”, disse Jesus, “pois quem não é contra vocês, é a favor de vocês”. — Lucas 9:50
Se os discípulos não poderiam maiores ou mais importantes entre si, também não seriam entre os que “não eram um deles” por não corresponder aos padrões eles entendiam necessários para fazer a obra de Deus.
Inclusive, aquele “não era um deles” foi repreendido porque estava expulsando demônios, algo que os próprios discípulos não haviam conseguido fazer um pouco antes [Marcos 9:17-29], talvez porque estavam preocupados demais em competir por prestígio enquanto aquele “não era um deles” estivesse orando e jejuando.

Ao que Jesus lhes responde: Ó geração incrédula! […] Marcos 9:19a. Infelizmente esse comportamento existe de fato. Penso eu, assim são os seres humanos e não um determinado grupo ou a igreja. Estamos falando dos discípulos de Jesus, geração de mais de dois mil anos atrás e ainda encontramos tais práticas. O que deve ser feito é ensinar ao “menino” o caminho em que deve andar para que quando crescer não seja um tolo em comum.
O fato de sermos Cristãos – independente do tempo (me refiro a tempo de igreja) – não nos torna melhores ou superiores que ninguém. Ser um cantor, participar de uma banda ou ser um pregador eloquente não nos diferencia dos outros Cristãos ou não-Cristãos.
Jesus não distribuiu patentes entre Cristãos, todos nós temos livre acesso a Deus através de Jesus Cristo, o nosso Salvador. Quando compreendemos que o amor de Jesus é o que nos envolve, verdadeiramente somos Cristãos. Não é pessoa A ou pessoa B que tem uma “Unção-Superior-Diferenciada” que nos fará viver o amor de Deus.
Em Mateus 28:20 Jesus Cristo fala que estará conosco todos os dias até o fim dos tempos!
Aleluia!
A competição é para os tolos quando se refere à espiritualidade ou ao conceito de fé. Disse Paulo que “quem guarda o sábado não deve falar de quem não guarda e quem acha que deve fazer restrições aos alimentos não deve falar de quem acha que todos os alimentos são puros”. São opiniões e devem ser ouvidas e respeitadas. Você não tem que mudar sua posição porque alguém disse: “somos donos do céu”. O céu é de Jesus, entra lá quem Ele acha que fez por onde, eu respeito tudo o que se refere à Deus, estudo e tiro minhas conclusões, não é a opinião dos outros que vai mudar a minha, cada um que viva para Deus na sua própria dor e alegria.
“Erros bobos” como esse cometido pelos discípulos acontecem quando olhamos mais para nós mesmos do que para o Autor da vida!
Estamos por vezes tão preocupados em defender a nossa denominação, modelo de administração eclesiástica ou forma de “servir ao Senhor” que esquecemos quão grande foi o sacrifício feito por Cristo na cruz. Sacrifício esse que também foi feito por aqueles a quem criticamos e muitas vezes condenamos por terem sido chamados para servir em locais ou formas diferentes!
Temos esquecido o “segundo, mandamento, semelhante a este: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.”
Amém!
O fato é que este modelo de vida já entrou em muitos arraiais evangélicos, temos de pedir graça de Deus para anunciar com ousadia a pureza e simplicidade do Evangelho.
Amém.
Me encante denominações onde as diferenças teológicas, desde que não neguem os princípios da fé, são apenas entendimentos diferentes que não causam separação. Ruim é a tirania de denominações quando se pensa um pouco diferente de uma ordem baixada e decretada do líder e vc é sumariamente expulso…
Triste, mas falo por experiência….
My recent post Nota pública de repúdio ao PES, que tenta cercear a liberdade de expressão dos membros
Entendo bem o que disse, mas compreendo que Deus usa todas as coisas para o bem de quem foi chamado por Ele.