out

Críticas devem ser bem vindas. Mas, quando não passam de mera agressão ou mecanismo de controle que nos priva de vermos o quanto Deus é bom conosco, mesmo que não sejamos tão bons, devem ser ignoradas.
Prefiro os que me criticam, porque me corrigem, aos que me adulam, porque me corrompem. — Agostinho
Existem diferenças gritantes entre a “crítica que corrige” e a” crítica que agride” assim como existem diferenças entre “conselho” e “controle”. Mapear todas as diferenças não é uma tarefa fácil, mas algumas se destacam.
Uma das diferenças mais evidentes diz respeito ao procedimento. Se a crítica ou conselho são impostos por meio do poder, ou o abuso deste, não passam de agressões e tentativas de controle, mas se há amor com certeza o resultado é correção e transformação.
Paulo nos ensina isto no “bilhete” que ele enviou para Filemon junto com Onésimo. Paulo poderia criticar a Filemon caso este se recusasse a receber Onésimo, ou ainda poderia usar de sua autoridade apostólica para obrigá-lo. Mas, nesta carta há algumas pistas de como ele procedia com seus irmãos na fé:
- Identificava o alvo da fé e do amor [Filemon 1:5];
- Considerava a imperfeição humana [Filemon 1:6]
- Reconhecia o trabalho reaizado [Filemon 1:7]; e
- Confiava [Filemon 1:21].
A carta em questão também mostra o quanto Paulo era seguro de seu chamado e autoridade [Filemon 1:8], mas o quanto isto não foi motivo para impor a Filemon qualquer obrigação de aceitar a Onésimo [Filemon 1:14], sob o pretexto de submissão, antes Paulo constrangeu Filemon pelo amor [Filemon 1:9] para que Filemon o perdoasse e recebesse com sinceridade [Romanos 12:9], sem fingimento como fez um dos filhos da parábola contada por Jesus [Mateus 21:28-32].
Outro aspecto importante é que Filemon não era um novo convertido, por isso Paulo não lidou com ele como fazia com quem ainda era assim [1 Coríntios 3:1-3]. Paulo o tratou como alguém maduro na fé [Hebreus 5:13,14] e isto era bom aos olhos de Paulo já que motivava seus discípulos a crescerem e se tornarem adultos na fé [1 Coríntios 14:20] e não a permanecerem como crianças [Efésios 4:14] dependentes, sem autonomia e frágeis diante do engano.
Paulo valorizava esta maturidade, e isto fica ainda mais claro quando se percebe que, apesar de sua posição na Igreja, ele falava com Filemon de forma horizontal, e não vertical. Mesmo tendo sido convertido por Paulo [Filemon 1:19] ele era um companheiro na fé [Filemon 1:17], um irmão [Filemon 1:20] e não um servo. Nem o próprio Onésimo – que era escravo fugitivo – foi tratado como um servo, mas como filho [Filemon 1:10] e irmão [Filemon 1:15:16]!
Certamente, este comportamento de Paulo era fruto de sua própria maturidade [1 Coríntios 13:11], de seu cuidado em utilizar as escrituras como fonte exclusiva para “o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça” [2 Timóteo 3:16] e da mansidão, fruto do espírito [Gálatas 5:22-23], que ele mesmo recomendou ao seu amigo “filho de crente” [2 Timóteo 3:14,15] e jovem pastor Timóteo [2 Timóteo 2:25] como necessária para corrigir levando ao conhecimento da verdade.
Enfim, qualquer “crítica” ou “conselho” que não sejam feitos com amor nem baseados na Palavra não merecem consideração, pois são piores que a adulação: não apenas corrompem, matam!

Críticas… difícil para alguém que como eu tem como principal linguagem de amor as “Palavras de Afirmação”.
My recent post As Boas Novas
Falou e disse! Postei algo no meu blog ontem: cassio.panuci.blog.uol.com.br
Obrigado!
Deus julgará a intenção. Acredito que isso vale para a crítica também…
Concordo em partes, pois como disse Blaise Pascal: "Nunca se faz tão perfeitamente o mal como quando se faz de boa vontade." 🙂
Creio q a explanação do assunto foi sintética, porém profunda o suficiente para nos levar a reflexão. Louvado seja Deus por Sua Palavra, padrão correto de confronto para nossas condutas.
Obrigado. 🙂
Se o Nosso Salvador não escapou de críticas, imagine nós mero mortais.
Uma coisa é uma coisa e outra coisa, é outra coisa completamente diferente. Os que criticaram Jesus o fizeram por pura maldade, por serem inimigos dEle. Já no caso do texto, os que criticam normalmente são aqueles considerados irmãos na fé, pessoas que deveriam ajudar na caminhada e não agir como pedras de tropeço.
Que bom se todos dessem lugar ao amor ao invés de criticar por medo de perder o controle…
Muito bom o texto!
muito abençoado o texto. As criticas e os conselhos , ambos devem ser aceitos e filtrados se tiverem o proposito de edificação, tanto de quem recebe , quanto de quem oferece.=D
Concordo.
É dificil, para alguem como eu fazer uma crítica com amor como o apóstolo Paulo.
Realmente preciso me voltar mais para o alicerce das Escrituras, para que eu possa ser alguém diferente a cada dia, para que eu aprenda a criticar para corrigir e não para agredir. Exelente texto.
Esta, com certeza, é uma dificuldade para muitos de nós que só com a ajuda de Deus poderemos superar.
boa reflexão
Obrigado.
CRISTO SE REVELOU À MIM DEPOIS DE CRITICAR MUITO OS CRISTÃOS. AGORA SOU CRÍTICO DENTRO DA CONGREGAÇÃO. SOU UMA CRIANÇA NA FÉ. ESSE ESTUDO FOI MAIS UMA VEZ DE GRANDE IMPORTÂNCIA E REVELOU PARA MIM O QUANTO AINDA SOU CRÍTICO E O QUANTO NÃO ACEITO CRÍTICA DOS OUTROS
Amém.
Gostei muito deste Texto, e me ajudou em alguns questionamentos que adquiri ao longo da caminhada, e hoje estou vivendo um momento novo em minha vida, como líder de louvor, e eu tenho percebido algumas coisas com o grupo que estou a frente tenho visto neles o carinho que tem por mim, e como fazem as coisas por prazer.
Eu penso que um líder deve agir assim sempre com amor e criticar com sabedoria para não ferir, Jesus disse o Pai me deu todos e a vontade do Pai é que nenhum se perca, é uma responsabilidade imensa liderar um grupo de pessoas por mais pequeno que seja, e este texto testifica a direção que escolhi como líder.
Amém!