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Deus nos livre de acreditar, ainda que por um segundo, que somos dignos de alguma coisa. Bons? Dignos? Nunca fomos, não somos e jamais seremos! Nenhum de nós.
Não fosse a Graça de Deus, estaríamos condenados em nós mesmos. Na verdade, só Deus sabe o que seria de nós sem o sacrifício de Cristo em favor de nossa redenção. Por isso, sem Cristo nada podemos fazer [João 15:5] senão nos perdermos, e se temos alguma chance de salvação ela vem exclusivamente por meio da graça [Efésios 2:8].
Mas, infelizmente, há uma corrente bastante comum que corrompe a verdade de que o homem é incapaz de fazer algo que resulte na sua própria salvação e cria a ilusão de que certas regras religiosas podem livrá-lo de si mesmo, de seu destino e – em alguns casos – até mesmo, elevá-lo ao nível de Deus.
A religião, se compreendida como a prática de princípios que auxiliam a humanidade rebelde em religar-se ao Deus que o criou e se entendida como uma forma de restabelecer a soberania do Criador sobre todas as coisas criadas – de modo geral – não pode ser algo mal. O verdadeiro problema da religião surge quando pertencer e seguir as regras de um sistema religioso passa a ser mais importante que o próprio Deus e a Sua Palavra. O perigo surge quando a religião deixa de ser um meio e passa a ser o fim, o objetivo.
Todo fanático religioso supervaloriza o que é feito e acaba desprezando o valor de ser. Para estes, fazer determinada coisa ou não fazer aquela outra, é o que determina quem merece – ou não – receber algo de Deus. Estes religiosos, geralmente, utilizam critérios próprios para dividir as pessoas em 2 tipos: pessoas más e pessoas ruins.
Foi assim que Jesus nos apresentou a parábola do fariseu e do publicano [Lucas 18:9-14] na qual o fariseu se considerava digno do favor divino por não praticar as mesmas coisas que o publicano. Conforme a parábola, o discurso do fariseu, que orava para si, deixava bem claro o que ele considerava necessário para que qualquer pessoa fosse digna de ser ouvida por Deus: fazer as mesmas coisas que ele, ser igual a ele.
Este tipo de sujeito tem o hábito de impor-se por meio de regras bastante rígidas e utiliza como critério de avaliação do próximo coisas como a participação, ou não, em votos, propósitos, campanhas e outros rituais de origem duvidosa para separar os maus dos bons, aqueles que merecem algo de Deus dos que não merecem nada, ou melhor, dos que merecem o inferno. E de preferência, um inferno que possa ser vivido aqui e agora.
Mas, não há motivos para preocupações quando buscamos agradar a Deus [Gálatas 1:10].
A vida é curta demais, e a aprovação do Criador do Universo é infinitamente mais valiosa do que a aprovação de qualquer outra pessoa. — John Piper
Deus não separa a humanidade em bons e maus. Na verdade, para Deus todos, sem exceção, são maus [Romanos 3:23] e se não fossem suas misericórdias, manifesta na sua Graça por meio de Jesus Cristo, ninguém se salvaria [Lamentações 3:22], ninguém mesmo. Diante de Deus, que é bom e perfeito, todos nós somos imperfeitos.
Entendo que grande a diferença entre o fariseu e o publicano é que enquanto um acreditava ser digno de alguma coisa por causa do que fazia, o outro sabia que não merecia nada justamente por ser quem ele era, um pecador. Isto reforça a ideia de que Deus, diferente dos religiosos, divide a humanidade não entre bons e maus, mas, entre arrependidos e não arrependidos [Lucas 15:7].
O publicano tinha consciência de seu estado e por isso pedia por misericórdia. Ele estava arrependido, sabia quem era. Sabia de sua condição diante de Deus e por isso não conseguia fazer mais do que pedir por justificação e por isso foi ouvido.

O Sorriso de um Líder não pode ser o indicador de acertos com Deus!
Verdade!
O ser humano com toda sua arrogância acredita poder escolher a salvação e se tornar uma pessoa “melhor” por méritos próprios (Vocês estavam mortos em suas transgressões e pecados, Efésios 2:1) ignorando a soberania de Deus, agindo dessa forma acredita que pode chegar a um nível de “santidade e perfeição” que o difere de outros e também alcançar a salvação, se assim praticar certas regras religiosas.
E com esse pensamento de chegar a um nível diferenciado de “santidade, perfeição e bondade” faz com que pessoas sejam elevadas a um patamar de “perfeição e santidade” (super cristão, super ungido, super crente) onde parece que Deus necessita dessas pessoas para a regeneração e salvação das pessoas.
A maior dificuldade do ser humano é aceitar sua total depravação e que é incapaz de salvar a si mesmo ou até mesmo de se preparar para a salvação. Só a intervenção direta de Deus pode mudar esta situação.
Soli Deo Gloria
Tem misericórdia de mim Senhor, pois sou pecador !
Todos nós!
Ai de nós, se não fosse a Graça de Deus!
Como disse Paulo, pobre e miserável homem que sou.
Graça, favor imerecido.
Amém!