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O Natal passou e depois da ceia, fogos de artificio e trocas de presentes as coisas – e as pessoas – começam a voltar para os seus lugares. Ficam as lembranças dos reencontros e as fotografias da típica felicidade que descobrimos no Natal e que aos poucos vamos esquecendo para relembrarmos apenas no próximo ano.
É sempre assim, como um ciclo que se repete infinitamente com pequenas variações como a que aconteceu este ano comigo. Durante a ceia na casa de um amigo jogaram uma pergunta na mesa que foi prontamente respondida, mas a reflexão ficou.
A pergunta? “— Por que desejamos Feliz Natal uns aos outros se o aniversariante é Jesus?” Sem pretensão, a pergunta soou como um alerta de que poderíamos estar comemorando uma festa de aniversário e nos presenteando enquanto o aniversariante fica de fora.
Deixando de lado questões sobre a validade ou não da comemoração do Natal, a exatidão da data e outras questões cuja complexidade e risco de polêmica não justificam nenhum benefício prático, a resposta foi quase que imediata: “Porque Jesus nasceu para nós, seu nascimento foi o nosso maior presente, nossa salvação”.
Mas, apesar de – aparentemente – satisfazer aos que estavam na mesa, a resposta não foi completa, talvez jamais seja completa de fato. Acredito que para esta questão todos os argumentos teológicos e filosóficos jamais poderão expressar plenamente o verdadeiro significado do Natal com a profundidade que ele brotou no coração de Deus e aconteceu ali, num lugar improvisado em uma cidade rejeitada.
Creio que falta ao homem a capacidade de compreender a beleza que existe em Deus inverter completamente o que acontece nas outras religiões em que o ser humano busca por um deus e faz do cristianismo a religião em que Deus busca a humanidade e não só isso, Deus se faz humano e encarna como um menino que ensina aos seres humanos de todas as idades, sexos e lugares o valor de amar incondicionalmente e de servir.
Toda criança quer ser homem. Todo homem quer ser rei. Todo rei quer ser Deus. Só Deus quis ser criança. — Leonardo Boff
Nasceu Emanuel, o Deus gente entre a gente. Nasceu Cristo, o Messias ungido. Nasceu Jesus, o Deus que salva, redentor. Não nasceu para Si, nasceu para nós, pela Graça, nasceu para toda a humanidade.
Tanto faz a data, o local ou como, o Natal foi ontem, mas também é hoje, será amanhã e permanecerá enquanto celebrarmos ao Deus que nasceu homem para morrer pela nossa salvação!

Li hoje esse post “Natalino” rsrs…
Mas como foi dito nele mesmo, o Natal será sempre em que houver celebração ao nosso Deus, que se fez homem para que um dia pudéssemos ser santos.
Gostei do texto André.
Obrigado.