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Enquanto uns comemoram, outros lamentam e a vida – que não conhece o Ano Novo – segue seu rumo, trazendo consigo os frutos do bem e do mal que cultivamos.
Tudo o que vivemos no último ano, todas as alegrias e tristezas, todas as conquistas e frustrações, todos os acertos e todos os erros de fato ficaram para trás, partiram, deixando apenas recordações, experiências e cicatrizes que formam o que chamamos de nossa história e nos moldaram para vivermos e convivermos nos próximos anos.
É certo que muitos de nós realizamos uma auto avaliação muito mais profunda nesta época, comemoramos o que julgamos comemorável e nos esforçamos para identificar onde falhamos, nos comprometemos intimamente a sermos diferentes ou melhores do que jamais fomos, fazemos votos e promessas que duvidamos que vamos cumprir, e geralmente não cumprimos mesmo.
O bom das segundas-feiras, do primeiro de cada mês e do Primeiro do Ano é que nos dão a ilusão de que a vida se renova… — Mário Quintana
Ilusões e desilusões à parte, no Ano Novo a vida não se renova, ela simplesmente continua. E, graças a Deus, essa continuidade da vida nos garante a oportunidade de, todos os dias e a qualquer hora, avaliarmos o caminho que estamos seguindo, quem temos sido e o que temos feito para mudarmos o que for preciso quando for preciso.
Avaliar-se é algo essencial para os cristãos [1 Coríntios 11:28], porém, é preciso cuidar para que esta avaliação não ultrapasse a fronteira entre o ser e o ter e nos transforme em indivíduos descontentes, frustrados e o pior, ingratos.
Dêem graças em todas as circunstâncias, pois esta é a vontade de Deus para vocês em Cristo Jesus. — 1 Tessalonicenses 5:18
Que as nossas primeiras horas e nossos primeiros dias do próximo ano não sejam marcados pela ingratidão, pelo descontentamento, nem pelo sentimento de cobrança com Deus. Que as tristezas pelas coisas que não conseguimos ou que nos aconteceram no último ano não tirem o brilho do que Deus fez por nós e em que nós, que nenhum sofrimento nos faça esquecer da Graça de Deus manifesta em Jesus Cristo. Não podemos ceder a nossa natureza que está sempre mais interessada em pedir, ou reclamar do que agradecer.
Quem 2013, em todas as coisas e por todas as coisas, sejamos gratos.

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