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O evangelho não começou hoje, não é uma nova revelação, antes é o plano de Deus desde a fundação do mundo.
Por toda a Bíblia, tanto no Velho quanto no Novo Testamento, existem várias referências às árvores, desde o princípio com a árvore da vida e a árvore do conhecimento do bem e do mal, cujos frutos determinariam o futuro da humanidade, passando pela árvore plantada junto ao ribeiro de águas correntes definida pelo salmista e chegando até a videira verdadeira conforme Jesus Cristo ou a oliveira boa conforme o apóstolo Paulo, sendo ambas uma e a mesma coisa, o próprio Jesus Cristo no qual estão enxertados todos aqueles que nEle creem, isto para citar alguns exemplos.
Fato é que, Deus nos deixa clara a importância de estarmos firmes, ainda que enxertados, em algo maior que nós mesmos, que sejamos alimentados pelas raízes de Seu evangelho e assim possamos gerar frutos que permaneçam. Ele não deseja que sejamos levados por todo vento.
Tradição é a fé viva daqueles que já morreram. Tradicionalismo é a fé morta dos que ainda vivem. — Jaroslav Pelikan
Toda esta analogia diz respeito a uma coisa, tradição. Sim, Deus é Deus de tradição. Afinal, o que mais explicaria o fato de Deus escolher um homem para ser o pai de uma nação cuja descendência tinha como alvo Jesus Cristo cujo evangelho nos ainda nos alcança por meio do testemunho dos apóstolos em um plano de salvação que atravessa a eternidade?
A tradição não é o inimigo da espiritualidade como definem alguns, o tradicionalismo é. Antes a tradição pode bem ser o meio mais eficiente para guardar a fé de heresias, misticismos, superstições e oportunismos. Talvez por existirem tantos cristãos que ignoram a tradição da própria fé é que assistimos a cada dia um desvio cada vez maior daquilo que está revelado nas escrituras, o evangelho genuíno de Cristo.
Há um só corpo e um só Espírito, assim como a esperança para a qual vocês foram chamados é uma só; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só Deus e Pai de todos, que é sobre todos, por meio de todos e em todos. — Efésios 4:4-6
Voltar às origens, conhecer as raízes é parte das obrigações de todo aquele que professa a fé cristã. Não existe nova revelação, não existe novo evangelho, tudo o que somos hoje é resultado de tudo que Jesus Cristo entregou a seus apóstolos para que entregassem a nós e Ele é o mesmo de ontem, continua a ser hoje e será o mesmo eternamente. Ser cristão hoje é, na essência, a mesma coisa que ser cristão há dois mil anos, não tem diferença.
Antes, santifiquem Cristo como Senhor no coração. Estejam sempre preparados para responder a qualquer que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês. Contudo, façam isso com mansidão e respeito, conservando boa consciência, de forma que os que falam maldosamente contra o bom procedimento de vocês, porque estão em Cristo, fiquem envergonhados de suas calúnias. — 1 Pedro 3:15-16
Não basta estar cristão, tem que ser cristão e para ser de verdade é preciso conhecer a própria história e os fundamentos da própria fé. Não faz sentido querer Deus sem querer conhece-lo. Somente quando conhecemos nosso Deus e nossa própria história conseguimos evitar que se repitam os erros do passado.

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