• Blog
  • Sobre
  • Contato
Artigos Imperfeito
12
dez

Imperfeito

por André Persil | 7 comentários
Imperfeito

imperfeito

Deus nos livre de acreditar, ainda que por um segundo, que somos dignos de alguma coisa. Bons? Dignos? Nunca fomos, não somos e jamais seremos! Nenhum de nós.

Não fosse a Graça de Deus, estaríamos condenados em nós mesmos. Na verdade, só Deus sabe o que seria de nós sem o sacrifício de Cristo em favor de nossa redenção. Por isso, sem Cristo nada podemos fazer [João 15:5] senão nos perdermos, e se temos alguma chance de salvação ela vem exclusivamente por meio da graça [Efésios 2:8].

Mas, infelizmente, há uma corrente bastante comum que corrompe a verdade de que o homem é incapaz de fazer algo que resulte na sua própria salvação e cria a ilusão de que certas regras religiosas podem livrá-lo de si mesmo, de seu destino e – em alguns casos – até mesmo, elevá-lo ao nível de Deus.

A religião, se compreendida como a prática de princípios que auxiliam a humanidade rebelde em religar-se ao Deus que o criou e se entendida como uma forma de restabelecer a soberania do Criador sobre todas as coisas criadas – de modo geral – não pode ser algo mal. O verdadeiro problema da religião surge quando pertencer e seguir as regras de um sistema religioso passa a ser mais importante que o próprio Deus e a Sua Palavra. O perigo surge quando a religião deixa de ser um meio e passa a ser o fim, o objetivo.

Todo fanático religioso supervaloriza o que é feito e acaba desprezando o valor de ser. Para estes, fazer determinada coisa ou não fazer aquela outra, é o que determina quem merece – ou não – receber algo de Deus. Estes religiosos, geralmente, utilizam critérios próprios para dividir as pessoas em 2 tipos: pessoas más e pessoas ruins.

Foi assim que Jesus nos apresentou a parábola do fariseu e do publicano [Lucas 18:9-14] na qual o fariseu se considerava digno do favor divino por não praticar as mesmas coisas que o publicano. Conforme a parábola, o discurso do fariseu, que orava para si, deixava bem claro o que ele considerava necessário para que qualquer pessoa fosse digna de ser ouvida por Deus: fazer as mesmas coisas que ele, ser igual a ele.

Este tipo de sujeito tem o hábito de impor-se por meio de regras bastante rígidas e utiliza como critério de avaliação do próximo coisas como a participação, ou não, em votos, propósitos, campanhas e outros rituais de origem duvidosa para separar os maus dos bons, aqueles que merecem algo de Deus dos que não merecem nada, ou melhor, dos que merecem o inferno. E de preferência, um inferno que possa ser vivido aqui e agora.

Mas, não há motivos para preocupações quando buscamos agradar a Deus [Gálatas 1:10].

A vida é curta demais, e a aprovação do Criador do Universo é infinitamente mais valiosa do que a aprovação de qualquer outra pessoa. — John Piper

Deus não separa a humanidade em bons e maus. Na verdade, para Deus todos, sem exceção, são maus [Romanos 3:23] e se não fossem suas misericórdias, manifesta na sua Graça por meio de Jesus Cristo, ninguém se salvaria [Lamentações 3:22], ninguém mesmo. Diante de Deus, que é bom e perfeito, todos nós somos imperfeitos.

Entendo que grande a diferença entre o fariseu e o publicano é que enquanto um acreditava ser digno de alguma coisa por causa do que fazia, o outro sabia que não merecia nada justamente por ser quem ele era, um pecador. Isto reforça a ideia de que Deus, diferente dos religiosos, divide a humanidade não entre bons e maus, mas, entre arrependidos e não arrependidos [Lucas 15:7].

O publicano tinha consciência de seu estado e por isso pedia por misericórdia. Ele estava arrependido, sabia quem era. Sabia de sua condição diante de Deus e por isso não conseguia fazer mais do que pedir por justificação e por isso foi ouvido.

  • Assuntos: atitude, bíblia, Deus, evangelho, fé, Jesus, reflexão, reforma
  • 7

7 comentários até agora

  • Vanessa e Silva
    14 anos ago · Responder

    O Sorriso de um Líder não pode ser o indicador de acertos com Deus!

    • André Persil
      13 anos ago · Responder

      Verdade!

  • Rômulo Santos
    14 anos ago · Responder

    O ser humano com toda sua arrogância acredita poder escolher a salvação e se tornar uma pessoa “melhor” por méritos próprios (Vocês estavam mortos em suas transgressões e pecados, Efésios 2:1) ignorando a soberania de Deus, agindo dessa forma acredita que pode chegar a um nível de “santidade e perfeição” que o difere de outros e também alcançar a salvação, se assim praticar certas regras religiosas.

    E com esse pensamento de chegar a um nível diferenciado de “santidade, perfeição e bondade” faz com que pessoas sejam elevadas a um patamar de “perfeição e santidade” (super cristão, super ungido, super crente) onde parece que Deus necessita dessas pessoas para a regeneração e salvação das pessoas.

    A maior dificuldade do ser humano é aceitar sua total depravação e que é incapaz de salvar a si mesmo ou até mesmo de se preparar para a salvação. Só a intervenção direta de Deus pode mudar esta situação.

    Soli Deo Gloria

  • Sidnei
    14 anos ago · Responder

    Tem misericórdia de mim Senhor, pois sou pecador !

    • André Persil
      13 anos ago · Responder

      Todos nós!

  • Ana Damiana
    14 anos ago · Responder

    Ai de nós, se não fosse a Graça de Deus!
    Como disse Paulo, pobre e miserável homem que sou.
    Graça, favor imerecido.

    • André Persil
      13 anos ago · Responder

      Amém!

Leave a Comment

Jamais usaremos seu e-mail para SPAM.

Seu e-mail não será usado para SPAM.

Espalhe este artigo

[social4i size="large" align="float-left"]

Espalhe o Fé Simples

Recomendar no Google

Tags

amor apologética atitude blog bíblia carne conselho cruz desabafo Deus esperança espírito evangelho fome fé graça igreja Jesus justiça legado liderança louvor mesagem mundo musica oração paradigma pecado pensamentos perdão politica propósito reflexão reforma salvação serviço tradição verdade vida

Fé Simples por e-mail

Quer receber as novidades do Fé Simples no seu e-mail?

Licença Creative Commons
Conteúdo sob a seguinte Licença Creative Commons.